Feira

Cartão Material Escolar: programa inteligente para atrair cliente às papelarias

 

Diretor da Abigraf faz palestra sobre a experiência bem-sucedida do Cartão Material Escolar.

A criação do Cartão Material Escolar impactou positivamente não só a educação do País, como também no movimento do mercado de papelarias, diz Ricardo Carrijo, diretor da Abigraf (SP).  A experiência de aguardar todos os anos pela alegria de visitar uma papelaria e escolher os materiais escolares acabou sofrendo mutações ao longo dos anos. Quem tem mais de 30 anos, com toda certeza, deve se lembrar da escolha de cadernos, capas, etiquetas, etc.

Com a mudança de hábitos, além das compras online, muitas escolas – públicas em sua maioria – passaram a entregar os materiais diretamente aos seus alunos, tirando deles a chance da escolha. Não apenas isso, lembra Corrijo, tirou também das mãos de pais e alunos a opção por qualidade e prazos, já que é recorrente as reclamações em torno de materiais que muitas vezes só chegam às escolas quase na metade do primeiro semestre. Afinal, o que é o Cartão Material Escolar? Trata-se de um cartão pré-pago que dá direito ao estudante, ou ao seu responsável, a compra dos materiais didáticos estabelecidos, em papelarias cadastradas de sua região. Segundo o dirigente, também diretor da Tilibra, as vantagens desse tipo de benefício são muitas: - Promove a cidadania e autoestima dos estudantes ao permitir que ele mesmo possa escolher e comprar o seu próprio material; - Fomenta a economia dos municípios, gerando novos empregos nas papelarias de cada região; - Elimina atrasos nas entregas de materiais feitos por licitação; - Elimina produtos de baixa qualidade comprados por licitação; - Acaba com as licitações fraudulentas que prejudicam a educação e a população. Para que se tenha uma ideia dos resultados positivos do Cartão, Carrijo apresentou os resultados do Distrito Federal e também do Maranhão. Apenas no DF, 128 mil alunos foram beneficiados em sua primeira edição através do Bolsa Família. Mais de 300 papelarias cadastradas nos programa conseguiram gerar novos empregos, além de gerar R$ 36 milhões para a economia local do Distrito Federal. Outra grande boa surpresa foi o Estado do Maranhão, que já está em seu 4º ano de utilizando do cartão. O Estado conseguiu contemplar 1,2 milhão de alunos de 6 a 17 anos. De 850 papelarias cadastradas em 2016, hoje o programa possui mais 2.000 estabelecimentos participantes.  São mais de R$ 60 milhões investidos pelo governo no programa. O cartão deve ser usado exclusivamente para os itens descritos na lista de material escolar da rede pública, como mochilas, cadernos, dicionários e agendas. O beneficio garante que a compra de outros artigos não constantes na lista, pode configurar desvio de finalidade e a infração poderá ser aplicada tanto ao beneficiário quanto à empresa credenciada.

 

Fonte: Primeira Página

Redes Sociais