Inspirações

Em outubro, lembre a invenção da caneta esferográfica

Há 88 anos dois irmãos húngaros criavam aquela que se tornaria uma das invenções mais úteis da humanidade

 

No mês de outubro de 1945, a humanidade assinava um acordo de venda que mudaria o mundo para sempre. Naquela data, os irmãos húngaros Laszlo e George Biro viram sua grande invenção ser finalmente adquirida, sete anos depois de sua criação, dando início à história de um dos mais bem-sucedidos itens de papelaria: a caneta esferográfica.

Junto com um amigo, os irmãos haviam fundado, em 1940, a empresa Biro-Meyne-Biro. A fábrica funcionava em uma garagem, com 40 operários – foi lá que foi lançada a Birome, primeiro modelo da grande invenção.

Ao longo de todo o século 19 se tentou desenvolver, no mundo, um instrumento de escrita que guardasse tinta em seu interior. Lewis Edson Waterman conseguiu o feito, e patenteou a invenção em 1884. Nascia ali a primeira caneta, a caneta-tinteiro.

No entanto as canetas-tinteiro tinham um problema que as impedia de serem levadas nos aviões da altura. Como o sistema inventado por Lewis Waterman consistia na utilização da pressão atmosférica para manter a tinta dentro da caneta, em uma pressão constante - e como, no início, os aviões não eram pressurizados -, a tinta começava a sair do depósito conforme a pressão atmosférica ia baixando.

O jornalista Laszlo Biro veio para resolver a questão. Com sua prática na profissão, ele já sabia que a tinta utilizada na impressão dos jornais secava imediatamente e não borratava, ao contrário do que acontecia com as canetas-tinteiro.

Biro instalou uma pequena esfera metálica na extremidade da caneta que, ao girar, recebia a tinta do depósito, passando-a para o papel. Complementou a sua criação tampando o depósito de tinta, o que impedia que a tinta secasse ou vertesse para fora. A sua criação foi patenteada em 1938, na cidade de Paris, na França.

Sem condições financeiras para produzir a caneta em quantidade suficiente para a venda, Biro vendeu a patente em dois países: nos Estados Unidos, à empresa Eversharp-Faber, e na França, a Marcel Bich.

A caneta esferográfica não teve grande sucesso em solo americano, muito devido ao seu preço na época, de cerca de US$ 10 dólares. Foram apenas 10 mil unidades comercializadas no seu lançamento.

Já na Europa a história foi diferente. Em 1949, chegaram ao mercado com um nome conhecido: “caneta Bic”, uma abreviação do sobrenome de Marcel Bich. Com preço acessível, se transformou em um sucesso quase imediato.

 

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Fonte: Primeira Página

 

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