A Escolar Office Brasil trouxe em sua edição 2025 um painel estratégico sobre o Programa Material Escolar, iniciativa que está revolucionando o varejo de papelaria e assegurando acesso digno a material escolar de qualidade para alunos da rede pública.
Com mediação de Aline Fogolin (ABFIAE), o debate reuniu especialistas como Sidnei Bergamaschi (ABFIAE), Márcia Alves (ADISPA), João Scortecci (Abigraf SP) e varejistas como Oberdan Oliveira (Lojas JBA), que compartilharam detalhes de como o programa está fortalecendo a economia local e gerando bons resultados para as papelarias credenciadas. Continue a leitura para descobrir como essa política pública pode transformar o seu negócio!
O novo modelo que está reinventando o setor
O Programa Material Escolar substitui o sistema tradicional de licitações por um formato inovador: as famílias recebem um cartão material escolar ou acesso a um aplicativo com créditos para compras exclusivas em estabelecimentos parceiros.
Sidnei Bergamaschi, presidente da ABFIAE, explicou a importância estratégica: “Nosso mercado depende essencialmente do varejo. Enquanto as escolas particulares representam 17 milhões de alunos, as públicas somam 39 milhões, um potencial enorme para as papelarias que se credenciarem”.
Benefícios para o comércio local
Márcia Alves, da ADISPA, destacou que o programa movimenta a economia local de forma inteligente. Parte dos impostos arrecadados fica no município, e os lojistas credenciados experimentam um crescimento significativo. Luciane Pereira, da Papelaria Kuma, compartilhou que o seu faturamento dobrou após aderir ao programa, resultado que a levou a abrir uma segunda unidade.
Além do faturamento: impacto social e diferenciação competitiva
Márcia Alves ressaltou também o caráter inclusivo do programa: “É inclusão social. O aluno escolhe itens dentro da lista da Secretaria de Educação, mas com liberdade para priorizar marcas e quantidades conforme a sua necessidade”.
Como vimos, o programa vai além dos benefícios financeiros. Ao permitir que os alunos da rede pública escolham seus materiais, ele promove inclusão e dignidade. Como observou Oberdan Oliveira, das Lojas JBA: “Optamos por trabalhar com produtos de qualidade para que essas famílias tenham a mesma experiência que clientes de escolas particulares”.
Por que se credenciar?
Para as papelarias, participar do programa significa aumento nas vendas e maior visibilidade na comunidade. João Scortecci, da Abigraf SP, realçou a simplicidade do modelo: “Quando uma solução é boa e descomplicada, os resultados aparecem naturalmente”.
Os estabelecimentos credenciados ainda ganham o selo de parceiros oficiais da educação municipal, um diferencial que fortalece a reputação perante os consumidores.
Expansão nacional e como implementar em sua cidade
Com projetos como o PL 795/2024 em tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo, a expectativa é que o modelo se espalhe por outros estados. Bergamaschi foi assertivo ao dizer que: “É nosso sonho ver esse programa adotado em todo o país”.
Os interessados podem contar com o apoio de associações como ABFIAE e ADISPA, que orientam desde a abordagem à prefeitura até a operacionalização. O processo inclui a elaboração de um projeto de lei local e o cadastro das papelarias credenciadas, que devem seguir critérios de qualidade definidos pelas secretarias de educação.
Uma transformação em andamento
Os resultados apresentados na Escolar Office Brasil deixam claro: o Programa Material Escolar é um caso de sucesso que beneficia todos os elos da cadeia. Para os lojistas, representa vendas garantidas no período letivo, enquanto para os municípios significa o fortalecimento da economia local e para os estudantes, acesso digno a materiais de qualidade.
Quer fazer parte dessa mudança? Visite os stands da ABFIAE (B1-89) e ADISPA durante a feira para mais informações sobre como levar o programa para a sua região!