A Escolar Office 2025 trouxe à mesa um tema urgente: a sustentabilidade na papelaria como estratégia de mercado. No palco principal do evento, a educadora ambiental e influenciadora Nathalia Ferreira, criadora do perfil “Eu Amo Colorir”, liderou um painel sobre como o setor está se adaptando às demandas climáticas e às novas expectativas do consumidor.
Com dados atualizados e exemplos práticos de expositores, o debate destacou que produtos eco-friendly são uma exigência do varejo sustentável. Continue lendo para entender como essa transformação está moldando o futuro da indústria e quais oportunidades ela traz para lojistas e fabricantes!
Por que a sustentabilidade na papelaria virou prioridade?
Nathalia Ferreira foi determinada ao trazer: “A gente não pode falar sobre papelaria sem falar sobre sustentabilidade, porque toda matéria-prima dos produtos que amamos vem da natureza”. Com doutorado em ciências ambientais, ela evidenciou que:
- 59% dos consumidores consideram práticas ambientais na hora da compra;
- 40% mudam de marca ao descobrir que um produto agride o meio ambiente;
- Certificações ambientais, como FSC e Selo Eu Reciclo, estão se tornando critérios de escolha.
“O cliente não busca apenas preço, mas valores: como o item é produzido, quem o fez e qual seu impacto”, reforçou ela.
Produtos eco-friendly em destaque na feira
A palestra também destacou várias iniciativas de empresas expositoras da Escolar Office, que já incorporam elementos sustentáveis em seus produtos. As principais foram:
- DAQ: apresentou a linha BIODAQ, com produtos feitos de palha de trigo, fibra de cana-de-açúcar e materiais reciclados de PET. Um destaque é o lápis com semente de lavanda na ponta, que pode ser plantado após o uso;
- Jandaia: referência na produção de papéis, possui extensa linha de produtos feitos com papel craft, 100% reciclável e com fácil incorporação no processo de reciclagem;
- Royal Paper: oferece refis de fichário com papel reciclado, um item difícil de encontrar no mercado com essa característica;
- Ecoplast: marca 100% focada em produtos ecológicos, desde a embalagem até o produto final, incluindo jogos pedagógicos fabricados com material reciclado;
- Pentel: apresentou a linha de produtos com sistema de refil, incluindo canetas, marca-textos, fitas corretivas e, como lançamento, a cola em fita com refil, diminuindo significativamente o descarte de embalagens.
Certificações ambientais: o novo padrão do setor
Outro aspecto relevante abordado foi a crescente importância das certificações e selos ambientais para dar credibilidade às iniciativas sustentáveis das empresas. Entre os principais estão:
- FSC (Forest Stewardship Council): certifica a origem responsável da madeira utilizada nos produtos;
- GRS (Global Recycled Standard): indica que o produto possui ao menos 20% de material reciclado em sua composição;
- Selo Eu Reciclo: em crescimento no Brasil, ele assegura que cada produto vendido financia a reciclagem de uma embalagem equivalente;
- ISO 14001: certifica a gestão ambiental das empresas;
- Cruelty Free: atesta que o produto não foi testado em animais.
Natália ainda ressalta que a Maxprint foi a primeira indústria brasileira a receber a certificação GRS, com a sua linha Ecowrite de produtos fabricados com material reciclado.
O futuro do varejo sustentável
O painel encerrou com um alerta: “Se não repensarmos processos, daqui a alguns anos não teremos papelaria como a conhecemos”. Mas também com otimismo:
- Franquias e redes já exigem fornecedores com selos verdes;
- Licitações públicas privilegiam produtos eco-friendly;
- Pequenas mudanças, como substituir plástico por embalagens biodegradáveis, já fazem a diferença.
Para Nathalia, “é uma questão de valor, não preço. O mercado que sobreviverá é o que entender que sustentabilidade na papelaria é investimento, não custo”.
Acompanhe a cobertura completa da Escolar Office 2025 e descubra como adaptar o seu negócio às demandas do consumo consciente. Confira outros painéis e entrevistas aqui!